segunda-feira, 6 de maio de 2013

Tensões entre Colômbia e Venezuela


Durante a semana, as FARC tentaram justificar seu movimento criticando o governo, e dizendo que o programa de restituição de terras a ser formulada pelo governo é uma mentira. Essa semana o Ministro da Agricultura do país, Juan Camilo Restrepo disse que o país está fazendo de tudo para que as terras, apossadas pelo movimento, sejam devolvidas o mais rápido possível aos verdadeiros donos. Disse ainda que esse programa não atrapalhará as conversações para se chegar à paz com as FARC.
As tensões entre Nicolas Maduro e o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe seguem fortes. Essa semana Nicolas Maduro deu uma entrevista surpreendente, dizendo que Uribe está por trás de um plano para assassiná-lo. Tudo isso porque o ex-presidente disse pelo twitter que a eleição de Maduro significa que a ditadura venezuelana continua, e pediu que as eleições fossem refeitas, com insinuações de que houvesse irregularidades para a eleição do sucessor de Hugo Chávez.

Paulo Henrique Santos



Pane política


Durante essa semana a política na Colômbia esteve em evidência. Um assunto controverso envolvendo o Presidente Juan Manuel Santos teve fim. O Presidente queria estender os mandatos presidenciais de 4 para 6 anos.  Juan Santos causou uma pane no país ao querer estender seu mandato para seis anos, eliminar a reeleição presidencial e combinar os mandatos do presidente com os de parlamentares, prefeitos e governadores. Sofrendo forte rejeição pela ideia, ele desistiu essa semana de mudar a constituição colombiana.
Outro assunto que não sai da pauta de notícias no país é sobre o processo de paz entre o governo e as FARC. Um dos representantes da guerrilha, Andrés París, disse que as FARC não deseja um processo de paz “express”, e que a pressa leva ao fracasso, e que todos devem ser pacientes. Assim, antes de mais uma rodada de conversações, dessa vez para discutir o desenvolvimento agrário, o grupo fez questão de agradecer os EUA pelo apoio ao processo de paz.

Paulo Henrique Santos

Ps: Notícias relativas à semana do período 22/04 a 28/04



domingo, 5 de maio de 2013

Ataque do Movimento Talibanês, resulta na morte de oito soldados da Otan no Afeganistão

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-05-04/bomba-mata-cinco-soldados-americanos-no-sul-do-afeganistao.html



Em dois ataques isolados, três morreram neste Domingo (05). No total oito soldados foram assassinados, segundo a Agência EFE em uma fonte oficial. Neste Sábado (04) foi considerado como o dia mais sangrento envolvendo as tropas da Otan em uma missão no Afeganistão. A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) constatou a morte de 50 soldados do contingente internacional em 2013. Em um dos ataques um agente infiltrado Talibanês matou quatro militares integrantes da isaf antes de ser abatido. O foco de insurgência Talibanês se voltaram contra as tropas da Otan e causou outro ataque usando bomba improvisada que matou cinco soldados no sul do Afeganistão incluindo americanos.  A retirada das tropas internacionais já está encaminhando e deve ser finalizado em 2014. Pela constante morte de tropas da Otan no Afeganistão, o prazo para a retirada deve ser aumentado, devido à fragilidade do governo ser destituído pelas forças talibanesas.



O francês em Quebec


 O Quebec está preocupado com a perda da força da sua língua oficial: o francês. Vários esforços, projetos e medidas estão sendo feitos para que o francês cresça mais forte a cada dia. A atual Primeira Ministra do Quebec, Madame Pauline Marois, é nacionalista . Ela é do PQ (Partido do Quebec) que prega entre outras coisas a separação do Quebec do resto do Canada. Segundo o relatório do Statistics Canada  o francês recuou em todo o Canada, principalmente em Montréal e Laval. Por isso a preocupação do PQ.  Segundo a ministra responsável pelo MICC (Ministério de Imigração e Comunidades Culturais) Madame Diane De Courcy não era nem preciso os dados do Statistics Canada pois já se percebe esse recuo do francês nas ruas, comércios, bares, restaurantes, etc. Ela reforça que isso se tornou uma preocupação não só dela mas de todos as pessoas que querem viver em francês no Quebec.   Alguns esforços já foram tomados pelo MICC que são:
Melhorar a francização de novos imigrantes para torná-los mais adaptados e garantir que falem um francês cada vez melhor;
Incentivar as empresas a usarem somente o francês no ambiente de trabalho e em suas reuniões;
Ao contratarem um candidato não exigirem o bilinguismo, ou seja, falar inglês seria um diferencial e não uma obrigação;
Melhorar o ensino do francês para as crianças estrangeiras nas escolas;
Dentre outras.






 El Diario - 05/05/2013

Luta da Bolívia visando o combate às drogas parece frágil aos olhos da União Europeia


O narcotráfico não é um poder que deva ser enfrentado por um único país e não se deve ignorar que na Bolívia “já somos produtores” argumentou o ex-vice-ministro Gustavo Torrico.

A União Europeia considera que a Bolívia está em débil desvantagem frente aos narcotraficantes, pelos recursos e meios com os quais contam para cumprir sua atividade ilícita, e seu representante no país, Francisco García, expressou a pré-disposição da região em prestar apoio ao Governo no futuro.

García afirmou que buscarão apoiar a Bolívia com prioridade na luta contra o narcotráfico porque o Estado Plurinacional não conta com os mesmos recursos ou meios dos narcotraficantes. “Eu creio que sejam prioridades que a Europa vai propor a Bolívia e esperemos que o governo as considere”, acrescentou.

A esse respeito, o vice-ministro do Regimento Interno do Ministério do Governo, Gustavo Torrico, indicou que a Bolívia “estando acompanhada da Drug Enforcement Force (DEA) estadunidense se sentia essa debilidade”, pelo qual a ex-autoridade não acredita que o governo rechace a oferta dos europeus.

Porém, enfatizou que o narcotráfico não é um poder que deva ser enfrentado por um único país, porque todo o mundo está envolvido e assim como não se deve ignorar que na Bolívia “já somos produtores (de droga) pelas fábricas encontradas” e também os  mercados de consumo devem tomar ações em seus próprios territórios.

Essa aproximação entre a Bolívia e a UE deve ser vista de forma bastante positiva não só para o país, mas o mundo. A questão do narcotráfico tem se alastrado por muito tempo e fazendo milhares de vítimas. A Globalização trouxe inúmeros benefícios às nações sem dúvida, estreitou a distância e a comunicação entre elas, possibilitou a facilitação do comércio, a partilha de novas tecnologias e a mistura de culturas. Mas o fenômeno também possibilitou que assuntos internos se espalhassem pelo mundo e sem muito controle, a questão das drogas é um dos reflexos disso.

Como a Bolívia não consegue ter controle sobre o narcotráfico, ele logo se espalhará pelo mundo, se já não se espalhou. Isso afetará outros países que terão problemas para tal combate. É importante que a Bolívia receba ajuda internacional na tentativa de acabar com as ações dos narcotraficantes, pois se ela deixar a situação da maneira que está o país pode se tornar uma segunda Colômbia. E não se pode pensar que as autoridades colombianas não tentaram acabar com a produção e venda de drogas no país, houveram inúmeras ações fracassadas com esse intento, é exatamente por isso que até hoje se tem refugiados colombianos em vários países, principalmente Equador e Panamá, o que causa grande dor de cabeça a esses países. Eles fugiram de seu país, no caso principalmente mulheres e crianças, devido a conflitos internos bastante violentos entre as autoridades e os narcotraficantes que não conseguiram por fim à ação de tais criminosos.
Antes que a situação da Bolívia fuja do controle do governo como aconteceu com a Colômbia, será muito bem-vinda qualquer ajuda.



Por: Mariana Roriz.

Fonte: <http://www.eldiario.net/noticias/2013/2013_05/nt130505/principal.php?n=100&-union-europea-ve-fragil-a-bolivia-en-lucha-antidroga>

Doentes terminais protestam contra alto custo de medicamentos no Chile


Dezenas de doentes terminais e crônicos chilenos saíram as ruas junto a seus familiares protestando contra o alto custo dos medicamentos, alguns de cadeiras de rodas e outros andando apoiado por familiares.

Eles percorreram cinco quadras do centro de Santiago no último sábado dia 04/05, levaram tambores e bandares onde se lia: “eu sobrevivi a um acidente vascular cerebral, e agora vivo para pagar a dívida do hospital”.

A manifestação contou com cerca de 5 mil pessoas e teve como intuito chamar a atenção do governo para que se crie um fundo nacional de medicamentos que permita o acesso à medicamentos das pessoas com doenças terminais e crônicas.

O Jornalista, Ricardo Soto que organizou a mobilização e que sofre de câncer de pulmão, declarou que há uma proposta para o problema. Segundo ele: A ideia é criar um fundo nacional de medicamentos, no entanto precisa ser apoiado pelo Estado e pelo setor privado.

Tratamentos de doenças crônicas e terminais no país tem custos elevados e, em muitos casos, não podem ser pagos pelo paciente, e assim acarreta na aquisição de empréstimos ou hipotecas. Apenas 16% da população chilena tem seguro privado de saúde que dá acesso a um tratamento adequado, e cerca de 15 milhões de pessoas precisam recorrer ao serviço público.

Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/05/doentes-terminais-protestam-contra-alto-custo-de-medicamentos-no-chile.html
                                                                                                                            

sexta-feira, 3 de maio de 2013


E ainda há divisão


Ao se passarem mais de quinze dias das eleições o clima político na Venezuela ainda é tenso, isso mesmo, continuaremos falando de política, pois, ao que parece não há quem faça a oposição venezuelana aceitar o resultado pró- Maduro.
A última desta semana, não foi uma crise entre civis, e sim na Assembleia Nacional, o que na verdade não se espera acontecer, como aqui no Brasil vê-se os famosos “bate-bocas” da Câmara e no Senado, a coisa aconteceu com mais seriedade na Venezuela deixando 11 parlamentares feridos.
Tudo começou há algumas semanas, com a decisão do presidente da Assembléia de retirar o direito a voz dos parlamentares de oposição, porque estes não aceitam os resultados das eleições, como já foi exposto, e também decidiu suspender os salários dos mesmos.
Na terça-feira, 30 de abril, a Assembléia foi tomada por um alvoroço total. Sem direito a opinião a oposição se manifestou por meio de cartazes e buzinas, o que deixou os deputados pró-governo irritados, e a fusão de indignação com irritação resultou em pancadaria.
O que pode ser um prato cheio tanto para oposição no que tange a opinião pública na Venezuela, e também internacionalmente, quanto a isso a oposição já está articulada,  representantes do MDU  solicitaram a impugnação do resultado eleitoral do dia 14/04 e marcaram uma reunião no Estado do Paraguai para o dia 03/05, também o governo peruano foi acionado e colocado a par das agressões sofridas pelos parlamentes, agressões físicas e políticas, a UNASUR possivelmente será acionada e a OPEP já se manifestou em relação ao ocorrido, o que foi duramente repudiado pelo governo venezuelano. 

Por: Anna Lídia Estrela Costa

Referências:
<http://www.prensaescrita.com/adiario.php?codigo=AME&pagina=http://www.el-nacional.com>
<http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130501_vene_violencia_polarizacao_pai.shtml>
<http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/05/venezuela-critica-declaracoes-da-oea-sobre-briga-no-parlamento.html>